os laranjinhas que invadiram o Pan de Lima 2019

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Divisor de águas! Os Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 foram o primeiro evento internacional do Olimpíada Todo Dia. Nós imaginávamos que seria inesquecível, mas tudo que aconteceu na capital peruana foi muito além do que pudermos imaginar. O OTD veio em sete pessoas, um time completo, os laranjinhas invadiram. Fomos surpreendidos com muito carinho, histórias e medalhas. Vivenciamos e contamos a histórica melhor campanha do Brasil na história dos Jogos!

Não foi fácil. A construção desse espaço vem desde 2016, quando começamos a caminhar ao lado dos atletas, mostrando diariamente o que eles passam, competem e conquistam. E por falar em conquistas… Eles colheram, muitos, em 2019, em Lima. Aqui foi a confirmação do trabalho deles e do nosso também. Encontramos sorrisos, choros e boas histórias em todos os encontros que o Pan nos proporcionou.

Esse texto é pra agradecer você que está aí do outro lado. Pelos cliques, pelas curtidas, pela audiência em todas as nossas redes sociais, que tiveram os recordes em todos os seus números. Sem vocês nada disso seria possível. O nosso muito obrigado! Vamos lembrar que a Olimpíada é Todo Dia e bora… Rumo a Tóquio!

Nossa casa

Foto: Giovana Pinheiro

O nosso cafofo em Lima ficou localizado no famoso bairro de Miraflores: O Alpes Lima Hostel. A Calle Porta 145 nunca mais será a mesma. A equipe do Olimpíada Todo Dia dividiu o quarto número quatro, que ficou cheio de histórias e bons momentos. E vamos combinar, né? Dividir um quarto em sete pessoas é um desafio e tanto!

Conexão

Foto: Giovana Pinheiro

Um dos fatos mais importantes para uma equipe trabalhar é a conexão. Tivemos uma grande ajuda da EasySimForYou para estarmos sempre atualizados, ligados e dividindo com vocês o que foi a cobertura em tempo real do maior Pan que a delegação brasileira já viveu.

Uniforme

Foto: Giovana Pinheiro

Essa foi a nossa marca. O laranja! Um dos nossos maiores acertos foi o uniforme. O frio que faz em Lima não tinha vez em nosso armário brasileiro e o uniforme foi o que nos salvou do clima peruano. Nos multiplicamos e onde tinha um atleta brasileiro, tinha também um laranjinha na cobertura.

Pins

Foto: Giovana Pinheiro

Todo grande evento vem acompanhado de… Pins! E não podia ser diferente. O Olimpíada Todo Dia levou 200 exemplares do seu primeiro pin da história, que foi distribuído para todos os cantos das Américas. E que foi muito comemorado pelos atletas!

Nossa equipe

Foto: Abelardo Mendes Jr

Fernando Gavini

Os Jogos Pan-Americanos de Lima foram a realização de um sonho. Eu sempre achei que para estar num evento deste porte, eu tinha que trabalhar para alguém. Nunca pensei que uma ideia que eu tive poderia me levar a uma cobertura como esta. Tudo começou com um pequeno blog, em setembro de 2016, que se propunha a mostrar para as pessoas como elas poderiam continuar acompanhando os atletas para quem elas tanto torceram nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Mas, o blog cresceu… Chegou a Giovana, o Paulo, o Guilherme, o Renato, o Fernando, o Andrey, o Carioca, o Luiz, a July, a Marina, a Carol, o Rafa, o Matheus, o Thiago, o Caio, a Gwen, o João, o Otávio, o André, o Estevam, as Fernandas e o Erico… Cada um contribuiu com um pedaço, com um talento e o pequeno blog se transformou num portal… o portal virou referência de esporte olímpico no Brasil, com milhares de seguidores nas redes sociais e milhões de páginas visualizadas… Tudo isso, trouxe o OTD a Lima! Aqui, fizemos história! Os laranjinhas conquistaram a América! Talvez ainda não tenha caído a ficha do tamanho do nosso feito! Mas, o fato é que o próximo espaço está oriente! Que venha Tóquio 2020!

Giovana Pinheiro

Eu posso dizer que os Jogos Pan-Americanos foram muito além dos vinte e dois dias que estou vivendo na capital peruana. Lima 2019 foi a confirmação do trabalho que fazemos há tempos. Organizar toda a logística, pensar em todos os detalhes e ser a única mulher numa equipe de sete pessoas foram os maiores desafios que já vivi ao longo dos meus vinte e cinco anos. Posso dizer que valeu a pena cada noite não dormida, cada crise de choro ou de riso. É isso que fez a diferença: a nossa alegria. O trabalho foi leve e a nossa rotina pura diversão. Eu vi de perto mais de 44 medalhas da melhor campanha do Brasil na história dos Jogos Pan-Americanos. As Ginásticas e a Natação foram as que mais tiveram a minha atenção: quantas histórias. Lima 2019 foi o melhor primeiro evento internacional da minha vida. Saio daqui uma mulher diferente e uma profissional muito mais apaixonada. Sou privilegiada demais por estar nesse time. Só tenho a agradecer! Foi inenarrável!

Caio Poltronieri

Foram 21 dias de cobertura dos Jogos Pan-Americanos com a responsabilidade de apresentar o cartão de visitas audiovisual do Olimpíada Todo Dia para as Américas em sua primeira cobertura internacional. 21 vídeos produzidos com resumos diários das conquistas do Brasil. Estreia, com sucesso, do podcast #OTDnoPan, 15 episódios apresentando histórias que nem sonhava conhecer. Inúmeras sonoras editadas para as nossas redes sociais. Entre plantões nas salas apertadas de entrevistas, gravações, madrugadas de edição, noites mal dormidas, trânsito e todo o perrengue que sofremos na cobertura do maior evento esportivo das Américas, estar presente, trabalhando, vivendo a conquista de cada atleta e conhecendo, algumas vezes, histórias e experiências de cada um não tem preço. Documentar a emoção de Ederson Vilela ao beijar o pódio depois de uma conquista do ouro e vê-lo se emocionar contando sua história na “Interview Zone”, as lágrimas caindo de Pepê Gonçalves após o duplo ouro nas águas do Rio Cañete no ambiente paradisíaco de Luna Huana, a tripla conquista de Vitória Rosa do atletismo e o susto que ela sofreu ao ver uma sala de coletiva lotada para saber o que se passava da cabeça de uma medalhista pan-americana não tem preço. Viver o esporte não tem preço. Assim como eu acredito que é o esporte quem escolhe os atletas, quem os desafia a fazer sempre uma uma marca melhor, é ele quem escolhe quem o documenta. Foi uma experiência inexplicável vivenciar tudo isso. La Hacienda, Miraflores, muchas gracias!

Paulo Chacon

Eu achei que não iria vir. Eu tinha certeza que não estaria em Lima. Eu perdi o avião para a os Jogos Pan-americanos. Cheguei. No primeiro dia um desafio meio estranho que era cobrir squash, mas vamos para cima. Depois vieram adestramento, atletismo, boxe, boliche, caratê, handebol, Patinação velocidade, vôlei, wrestling, natação, pentatlo moderno, tiro esportivo, tênis, tênis de mesa.

De tudo que fiz, de todos os perrengues, de tudo que você possa imaginar que aconteceu, nada, absolutamente nada marcou mais que o primeiro ouro. Acabou sendo da Beatriz Ferreira, a Bia. Assumo que ouvir o hino nacional pela primeira vez é uma sensação indescritível. Veio tudo na cabeça, desde o primeiro dia de trabalho no Olimpíada Todo Dia, passando pelas frustrações, pela certeza que não iria acontecer as coisas, até aquele momento.

Obrigado Lima. Obrigado Jogos Pan-americanos de 2019. Obrigado por me mostrar que sonhar é bom, mas realizar é melhor ainda. Até daqui quatro anos.

Otávio Freire

Não éramos obrigados a aceitar o trabalho, muito menos ficar um mês no Peru. Para quem vê de fora, a vida do jornalista parece cômoda. A empresa disponibiliza carros para ir ali, dinheiro para comer aqui… Não é bem assim. Neste período em Lima, enfrentamos dificuldades e vivemos na pele o que a competição nos proporcionou. Os Jogos Pan-Americanos de 2019 demonstraram o orgulho peruano em sediar o torneio mais importante das Américas. Vivemos a realidade de um país que, assim como o Brasil, encontra problemas. Não vimos o sol, já que todos os dias estavam nublados. Desci uma montanha a pé para prestigiar Henrique Avancini no mountain bike, voltei correndo no meio da rua para buscar a credencial que havia esquecido no hotel bem no horário da marcha atlética, encarei a loucura do trânsito local com medo de não assistir à partida de Filipe Otheguy na pelota basca. Já deu saudade. Contamos histórias espetaculares para um público que ama esportes, mas que não sabe direito onde acompanhá-los. Ao mesmo tempo, estivemos presentes em situações que ninguém aí imagina. É gratificante. Os perrengues são inesquecíveis. O Olimpíada Todo Dia se despede do Pan com gostinho de ‘quero mais’. A vida fora do computador também é uma loucura, mesmo que não pareça. Vem, Santiago!

André Rossi

Foram doze modalidades esportivas em pouco mais de três semanas, acompanhando de perto centenas de atletas e falando com uma pequena fração deles. O trabalho foi o que estávamos acostumados, e portanto preparados para fazer. Claro que com mais intensidade, na esperada proporção que a grandeza do evento pedia.

O destaque é o contato, ainda que pequeno, com o gigantesco mundo por de trás dos atletas. Uma frase que ouvi de Lena Ribeiro, que ganhou no surfe uma dos ouros mais espetaculares que eu já vi, resume o que todos falam. Algo como ‘o que vocês vêm aqui é só a parte final de nosso trabalho’. Dá para falar que são histórias de superação. Batida essa frase, mas o contato direto com eles dá outra compreensão. Você sente a superação ali na sua frente. Eles transmitem isso.

Se as histórias de superação os une, as personalidades os separa. Cada um encara a performance à sua maneira. Mesmo dentro do mesmo time. Não há como manter um discurso único. As palavras podem até ser iguais, mas a comunicação, não.

João Fraga

Deixaram a gente sonhar. E confesso, sonhei acordado. Foram poucas horas de sono e muitas de imagens inesquecíveis. Mas tudo começou perdendo o voo para Lima. Era o fim sem nem ter começado.

O Pan tinha acabado pra mim, derrotado, envergonhado e sem forças. Mas o Time OTD me trouxe de volta. Nadei, andei de bicicleta e corri com Luisa Baptista e Vittoria Lopes. Desci as corredeiras do Rio Cañete, em Lunahuaná, com Ana Sátila e Pepê Gomes. Também me atirei em cada bola como se fosse a última com o basquete feminino. Vim, vi e venci. E me diverti muito.

Fonte: https://www.olimpiadatododia.com.br/jogos-pan-americanos/171213-diario-de-viagem-pan-de-lima/

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